Desejos e sonhos também se alteram conforme as mudanças de uma cultura transgressora. Agora, além de um status bem sucedido, queremos novamente as coisas simples e que não tinham o seu devido valor quando as tínhamos gratuitamente.
Queremos andar na rua de madrugada, tendo a segurança para apreciar as estrelas e o luar. Queremos passear de carro, transporte público sem precisar pensar em coisas negativas. Queremos parar na sinaleira e não precisar dizer “não” a uma criança que vende bala para a sua mãe sentada na calçada. Queremos tantas coisas, sentimentos que antes existiam mas pareciam ser muito pequenos, justamente porque existiam.
Hoje, situações extintas pelo tempo começam a mostrar o seu valor de forma inversa. Ou seja, não com a sua materialização, mas sim com a sua ausência que implica na materialização do seu oposto e que é, sim, assustador. Isso vai desde a violência com a falta da tranqüilidade que nossos avós tinham, os gastos públicos, que nossos avós tinham mas era um gasto mais justo, o verde da mata e a água límpida, que nossos avós também tinham em grande volume, e hoje a gente respira e bebe os seus farelos.
Um caminho estranho, pois desviamos da linha reta. Entramos em uma curva que hoje retorna ao nosso ponto de início através do desejo. Uma volta transgressora que não nos faz viver a saúde antiga, mas nos faz sentir na pele a saudade através da imaginação. Pois poderíamos ter tudo isso e mais um pouco. Poderíamos ser netos mais felizes de uma nação. Mas hoje ela conta com a esperança de uma geração.
Um dia há de chegar! E reconstruiremos o império natural e as histórias que ouvíamos quando crianças.
Marcello
Queremos andar na rua de madrugada, tendo a segurança para apreciar as estrelas e o luar. Queremos passear de carro, transporte público sem precisar pensar em coisas negativas. Queremos parar na sinaleira e não precisar dizer “não” a uma criança que vende bala para a sua mãe sentada na calçada. Queremos tantas coisas, sentimentos que antes existiam mas pareciam ser muito pequenos, justamente porque existiam.
Hoje, situações extintas pelo tempo começam a mostrar o seu valor de forma inversa. Ou seja, não com a sua materialização, mas sim com a sua ausência que implica na materialização do seu oposto e que é, sim, assustador. Isso vai desde a violência com a falta da tranqüilidade que nossos avós tinham, os gastos públicos, que nossos avós tinham mas era um gasto mais justo, o verde da mata e a água límpida, que nossos avós também tinham em grande volume, e hoje a gente respira e bebe os seus farelos.
Um caminho estranho, pois desviamos da linha reta. Entramos em uma curva que hoje retorna ao nosso ponto de início através do desejo. Uma volta transgressora que não nos faz viver a saúde antiga, mas nos faz sentir na pele a saudade através da imaginação. Pois poderíamos ter tudo isso e mais um pouco. Poderíamos ser netos mais felizes de uma nação. Mas hoje ela conta com a esperança de uma geração.
Um dia há de chegar! E reconstruiremos o império natural e as histórias que ouvíamos quando crianças.
Marcello
