segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Pobres ricos, ricos pobres.
Pobres pobres, ricos ricos.

Quem nunca ouviu falar no ditado: “o de cima sobe e o de baixo desce”?
Na linguagem material esta frase ataca a cultura social com muita razão. E, digo com razão, pois não há interpretação emocional.

Agora você pergunta: “como assim? Estamos demonstrando preocupação com os mais fracos. Isto é sensibilidade.”

Certo, terá razão mais uma vez. Mas para entendermos o objetivo desta reflexão, vamos desconstruir este ditado, fugindo da interpretação imposta a ele. Utilizaremos apenas a emoção, ou seja, poderá consultar a mesma sensibilidade que te fez ter razão anteriormente.

Quando se diz “o de cima”, falamos dos ricos, julgando apenas o material. Já o “de baixo”, jamais subirá ao ser conduzido por nossa razão. Isto porque as aparências nos mostram os que têm e os que possuem nada. Mas será mesmo?

Quando este texto fala em emocional, é no sentido de que devemos olhar a essência de cada pessoa. Dessa forma, mediremos a riqueza através da existência significativa. Ou seja, quanto mais caráter, mais rico será.

Assim, se o de cima subir significa que este representa ser um ótimo ser humano, mas se descer irá se juntar a estes que podem ser ricos em matéria, mas pobres em espírito, motivando o sofrimento alheio.

Esta interpretação nos permite afirmar que existem pobres ricos e ricos em dobro, ou pobres em dobro e ricos pobres. É uma questão de ação, reação. Nossas atitudes nos julgam. Cabe a nós escolhermos se iremos subir ou descer, sendo pobre ou rico.

A matéria e os acontecimentos sempre serão reflexos do nosso merecimento. Então, se “o de cima sobe”, o de baixo também poderá subir. E aqueles que se julgam estar em cima com razão, cuidado para não despencarem. E você que lê este texto, está onde?

Marcello

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Terceira visão em foco

Tudo começa através de um roteiro pré-definido. Absorvemos o que nos é passado, interagindo com o nosso meio. Inicialmente parece darmos ouvidos apenas à voz do inconsciente, transformando-nos na criança que fala sozinha ao brincar com o que vem do pensamento.

Mas isto tudo é passageiro. Logo crescemos e o consciente surge como uma pancada, colocando-nos diante de uma overdose de informações. Neste instante apenas a sensibilidade poderia nos levar de volta ao inconsciente. Para aqueles que não alcançaram tal percepção, durante esta etapa parecem se perder na aparência do mundo externo. Mas tenhamos calma!

As escolhas sempre vêm para nos oferecer diversas chances de mergulharmos novamente em nós mesmos. Seja ainda na adolescência, na fase adulta ou na terceira idade. O importante disto tudo – e por que não considerar um dos objetivos da vida – seria obtermos uma terceira visão do que chamamos realidade.

Esta visão consistiria no equilíbrio entre o mundo externo e o nosso inconsciente, ou seja, seria a soma do que somos com o que temos. Isto nos daria uma percepção de vida ainda mais rica, algo único. Mas para chegarmos a este estágio precisaríamos, antes de tudo, ter muito amor em nós. Somente com o amor poderíamos alcançar tal percepção. Este sentimento é a chave para ampliarmos cada vez mais o poder que todos possuem: a observação racional sensitiva. A terceira visão de mundo.


PS: O tema deste texto me ocorreu graças a uma conversa muito rica que tive com meu amigo Sammy Klein Ross.

Marcello

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Culpa crucificada por Km³

Como um coma profundo, o mundo questionava os primeiros pensamentos inspirados e suspirados por grandes filósofos surgidos ainda antes de Cristo. Cada época vivenciou a chegada de novos paradigmas. Alertas que já culpavam a falsidade da utópica ideologia social. Um divisor de águas, onde o maior volume infelizmente não havia entendido nada.

Certo, sabemos que nunca é tarde. Assim, recebemos um presente dos Céus. Mais um divisor de águas. Foram palavras que ainda hoje possuem peso. Um peso tão grande que a ignorância da época justamente nos fez carregar a culpa da cruz, onde um dia julgamos mal o Bem.

Tudo isso é resultado de um egoísmo doloso, que manteve nossos olhos fechados por milênios. E tudo para evitarmos a ilusão dolorosa daquilo que julgamos ser a verdade. A esperança agora está na espera de um novo divisor de águas, que liberte pacificamente a nossa culpa crucificada por Km³.

Marcello