domingo, 30 de setembro de 2007

Somos o que recebemos
e o que entendemos

O tratamento que recebemos descreve a forma como somos vistos. E a maneira como somos vistos terá um peso positivo ou negativo de acordo com o nosso estado interior.

Se estivermos tranqüilos, não influenciará em nada se outros nos virem erroneamente. Até porque se estivermos bem, atrairemos pessoas com a mesma sintonia, tornando-nos fortes às fraquezas verbais e aos pensamentos agressivos vindos de outras pessoas.

Logo, ser uma pessoa esclarecida é ter para si muitas coisas positivas. O que somos corresponde àquilo que recebemos. Por isso, além de receber devemos também agradecer. Pois o que se recebe tem a função de nos beneficiar, sendo tragédias ou milagres.

Obrigado!

Marcello

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ignoexistência

A realidade é uma novela sem fim, onde o bandido nunca é desvendado. Permanecemos na angústia da solução, de um desfecho justo. Mas o bem está fraco, incapaz de agir.

O mal toma conta e desconta sua raiva em nosso descaso, tornando o inadmissível em cotidiano, o inaceitável em naturalmente compreensível.

Fatos que comprovam a nossa ignoexistência.
Até quando?

Marcello

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A raiz do problema e seus coadjuvantes

Nada é por acaso. Tudo acontece havendo uma razão. Mas não pensemos que coisas ruins acontecem apenas por merecimento de uma má conduta. Muitas vezes essas coisas ruins vêm para somente nos dar um aviso.

E quando isto acontece chega o momento de mudar. Alterar o curso, pois se mantermos as coisas pensando ser algo justo, um merecimento por ter tido um comportamento inadequado, poderemos deixar passar a oportunidade de acordarmos.

É bastante complexo, mas vamos tentar entender.

O erro, ou coisa ruim, pode ser encarado de duas formas. Se for por merecimento a gente enfrentará a dificuldade com individualidade, tendo coadjuvantes colaborando com os fatos, mas a raiz do problema seremos nós. Este tipo de erro é muito mais simples de interpretarmos e corrigirmos. Pois se diz respeito a nós e a mais ninguém.

Já a outra forma é quando a coisa ruim for apenas um alerta. Neste caso outra pessoa será a raiz do problema. A gente formará os coadjuvantes da situação, podendo simplesmente optar pelo amadurecimento e afastamento da coisa ruim.

“Mas a presença de uma pessoa com problemas em nossa vida possui uma razão. Devemos realmente nos afastar?”

Entendemos o seguinte: as pessoas com problemas surgem justamente para nos deixar mais prontos, ou seja, de nada adianta uma pessoa aparecer sendo a raiz do problema se nós, como coadjuvantes, não absorvermos o que aquilo representa. Nosso papel é ter a coisa ruim como referência para nós mesmos, não querendo que ela mude, pois não é direito. Então, muitas vezes se afastar é conseqüência e não uma escolha. Caberá a pessoa com problemas aceitar mudar ou não, evitando assim o nosso afastamento.

E acreditemos: muitas pessoas se julgam saber, mas continuam convivendo com o mesmo erro, onde a raiz do problema é a outra pessoa que não optou por mudar. Assim, vivem numa hipnose sem esperança de acordar. O problema com seus coadjuvantes adormecidos.

Marcello

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Catador de conversa fora

Dia após dia nos deparamos com inúmeras situações, sejam ocasionais, intencionais, proveitosas ou fúteis. Cada uma se caracteriza por um tema, um tipo de assunto diferente. Conteúdos que só são possíveis entendê-los através da comunicação.

As palavras são ferramentas que possibilitam a compreensão e o aumento da percepção. “Óbvio!”

Infelizmente o que geralmente parece ser óbvio acaba não sendo colocado em prática. Muitos de nós ainda conversamos sem paciência, ocasionando a discussão. Ou pior ainda, cinicamente conversamos, mas pensando: “nossa, que pessoa vazia.”

Claro, talvez pensar seja melhor do que dizer para evitarmos maiores brigas. Mas ao pensar não estaremos sendo sinceros com quem nos ouve. “Então, o que fazer se os dois caminhos não parecem adequados?”

A solução talvez seja ainda mais difícil de entender e aplicá-la. Mas a besteira que ouvimos pode ser utilizada como um parâmetro para a nossa vida. Até porque o que é besteira para um, pode ser o segredo do universo para outros. E compreender isto nos ajuda a caracterizar as diferentes personalidades existentes, ou seja, colabora com a ampliação da nossa percepção.

Então, ao invés de jogarmos conversa fora, pensando não haver utilidade alguma, reciclemos o conteúdo e o armazenemos em nossas mentes. É um exercício para compreendermos cada vez mais os tipos diferentes de pessoas e aceitá-las, sem precisar concordar ou conviver diariamente, mas, sim, apenas respeitá-las, reconhecendo a sua existência.

Marcello

domingo, 9 de setembro de 2007

Ironia do tempo

Tudo passa enquanto crescemos
Muitos parecem esquecer daquilo que nos faz progredir
Torna-se apenas mais um alimento
Dentro da memória, que os fazem sentir a vitória
Ao dizer: “sobrevivi”

Marcello

Simetria reflexiva

Dedicamos grande tempo pensando estarmos prontos para desenvolvermos certa função. Mas esta certeza pode acabar prejudicando nossos principais sentidos, como a visão, a audição e a intuição, indicada por alguns como o sexto sentido.

Na prática, isto quer dizer que permanecemos rígidos às críticas. O que poderá a vir ser um erro trágico.

Aceitar uma contradição daquilo que viemos plantando é muito difícil, mas para o amadurecimento de cada um, é fator fundamental.

A gente planta. Acreditamos no que fazemos e como fazemos, até que alguém chega e diz estar errado o nosso método. “Quem ele pensa que é?”

Difícil afirmar, mas este alguém pode ser o detalhe que faltava para nos tornarmos melhores ainda naquilo que antes caracterizava o nosso reflexo. Um reflexo, muitas vezes, distorcido apenas aos olhos de quem nos vê. Portanto, aceitar é preciso.

Ao sermos flexíveis, estaremos praticando da melhor forma possível o que queremos e buscamos. Prontos para agir e prontos para melhorar a forma como agimos.

Só assim manteremos o nosso reflexo em perfeita simetria.

Marcello

domingo, 2 de setembro de 2007

Equilíbrio saudável: quase uma perfeição.

O desejo da perfeição entrega a fraqueza daqueles que buscam fugir dos problemas. Sendo que, aqueles que não a desejam, é porque já se encontram no equilíbrio saudável.

Mas o que é o “equilíbrio saudável”?

Podemos afirmar sem dúvidas que as dificuldades nos ensinam. A evolução de cada um está na compreensão da perda, da vitória, do amor, da raiva.

Seguindo esta definição, é possível entender o desejo da perfeição como algo não positivo. Isto porque, com a perfeição, estaríamos impossibilitados de evoluir. Se todos a possuíssem, não haveria mais dificuldades, o que seria bom. Mas não teríamos mais vida, uma vez interpretando-a como um processo de aprendizagem composta por diversos estágios, que nos proporcionem, conforme a evolução de cada um, o EQUILÍBRIO SAUDÁVEL.

Cada pessoa é proprietária de um certo nível que define o estágio em que se encontra. Sendo um nível baixo, médio, intermediário, não sendo superior, ela ainda não será merecedora deste equilíbrio que não é perfeito, mas oferece um ótimo bem-estar, talvez sendo o máximo da “perfeição”, em vida.

A intenção deste texto é refletir sobre a afirmativa: a perfeição ainda não nos pertence. Na verdade ela cabe a um outro mundo ainda desconhecido por quem vive, conseqüentemente, aprendendo com a busca pelo equilíbrio saudável, que nos levará à passagem para este outro mundo, logo, à perfeição.

Marcello