segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

No controle ou não?

Somos confiantes demais. Ou talvez cegos demais a ponto de não percebermos certos perigos. Mas será que são perigos ou verdades que ferem o nosso orgulho?

Esta é uma questão que descobrimos sua resposta somente quando quem a revela são os olhos. Através deles a verdade se infiltra agressivamente, e dói.

Ao doer, sentimos a necessidade de expor, canalizar, abstrair. E para isso sempre haverá algo escolhido pela ignorante raiva ou tristeza para receber esta pesada energia.

O raciocínio se perde. Quem assume o controle é o instinto humano fatalmente transformado em animal. Mas mantenhamos o controle. Quem provoca tal euforia somos nós mesmos.

Lá no início deste processo, lembremos que somos nós que nos mantemos afastados da verdade. Isto para evitar a dor precoce, e que seria sim mais sadia. Depois que tudo parece tarde demais, paciência. Mas jamais esqueça que o culpado por grandes tristezas individuais somos nós.

Portanto, controle-se!

Marcello

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sociedade Social

Somos sócios da vida, mas tocamos o barco com dificuldade. Pois poucos são aqueles que conduzem esta sociedade ao sucesso.

O social precisa de bons parceiros, empreiteiros da igualdade. Mas hoje esta sociedade é quase uma maternidade, curando grandes filhos cegos pela realidade sofrida.

E quem são os pais destas imensas crianças? De primeira a terceira pessoa, seja na esperança, no plural ou na singularidade, todos somos pais encarregados da criança infiltrada na personalidade.

Então, você sócio deste social, precisamos fazer a diferença, mantendo à tona aquilo que atenda a maior das expectativas que necessita antes de tudo de amor próprio.

Aí, sim! A sociedade estará pronta para trabalhar, ajudar a todos na busca pelo sucesso desta enorme firma.

Marcello

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Degustação diária

Um sentimento de mudança vem como alerta aos dias que seguem tão iguais. Pois assim como um trajeto longo, que parece ficar menor ao percorrê-lo inúmeras vezes, a vida voa para quem não muda.

Mas também entendamos que para aqueles que não arriscam, o medo suga todos os fluidos que poderiam levá-los a um novo lugar. Então, é preciso ter atenção e compreender o medo como uma ilusão, algo criado por nós para silenciar a intuição. Não ouvi-la é calar a nós mesmos. Pois as necessidades reagem conforme a vontade intuitiva de mudar.

Alternar os horizontes valoriza o tempo de cada dia. Mostra que se tudo passa rápido, ATENÇÃO! Podemos ser vítimas de uma repetição, um conformismo que acelera a degustação prejudicada de uma rotina sem novidades.

Caso contrário, bom apetite!

Marcello

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Caminhos internos

A vida se apresenta em camadas. Etapas queimadas sob um tempo que passa e não volta mais. Mas o que passou serve de entrada para o novo que vem e exige estrada, experiência palpada de quem aprendeu com a lembrança que voltou à mente, neste dia quente, que exige uma resposta urgente, enquanto o ritmo da vida corre rapidamente.

A conclusão é que devemos ser crentes com aquilo que vem da gente. Pois compreender o que não é permanente é dar lugar à vida, à tranqüilidade permitida pelo imenso acontecimento que gira lá fora, parecendo ser menor.

Enxuguemos o suor. Utilizemos um sorriso de satisfação ao compreender o melhor pra si mesmo e, conseqüentemente, para quem estiver ao nosso redor.

Marcello

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Calma. Deixe o coração trabalhar.

Sempre chega o ponto em que as escolhas se tornam cruciais. Assim, o importante é consultar o coração. Pois quando há muitas possibilidades, sempre existirá uma guerra entre os pontos positivos e negativos.

Esta turbulência desequilibra o caminhar contínuo. Cabe a nós traduzirmos este momento em força. Uma força capaz de potencializar a tranqüilidade que permanece inquieta, impedindo a conexão aos sentimentos situados no coração.

Por isso, amplifique a calma para poder ouvir o raciocínio. Só assim o pensamento trabalhará silenciosamente até achar a resposta que parece oculta, mas estará sempre dentro de nós, no coração.


Marcello

domingo, 7 de outubro de 2007

Mergulho

Quando tudo parece mais pesado, dificultando a nossa caminhada, há sempre uma luz para quem resiste.

O peso geralmente é colocado por nós mesmos. Então, se colocamos, também podemos tirar. Torna-se uma questão de equilíbrio.

A busca deve ser constante. Não por ali onde todos possam ver, mas aqui, onde nos encontramos sozinhos, descobrindo-nos.

Mergulhe. Não prenda o ar. Respire o que há para enfrentar internamente.

E pensemos: se houvesse algo mais difícil do que agora é para todos nós, estaríamos fazendo o difícil, pois não seria.

Marcello

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A felicidade não está à venda

Para aprender é preciso saber errar, mas é triste perceber que erramos e muitas vezes não sabemos interpretar que muitas coisas acontecem querendo mostrar os exageros que não percebemos, pois já sabemos normalizar.

Podemos até pensar em coisas bonitas, mas a matéria transforma e esquecemos tudo o que pensamos certo dia. Pois já sabemos conviver com este problema em nossa rotina.

De qualquer forma é bom saber que há algumas pessoas que se dão conta de que certas tristezas existem! Pessoas que são a esperança àquelas que ainda não estão prontas para perceberem que não precisamos de tudo, mas tudo precisa de nós.

Uma missão difícil, mas não impossível. Pois o que se torna impossível de se ter é material. E hoje muito temos e não vemos, porque o nosso sorriso será sempre emocional. E o nosso sorriso jamais deverá ter preço.

Marcello

domingo, 30 de setembro de 2007

Somos o que recebemos
e o que entendemos

O tratamento que recebemos descreve a forma como somos vistos. E a maneira como somos vistos terá um peso positivo ou negativo de acordo com o nosso estado interior.

Se estivermos tranqüilos, não influenciará em nada se outros nos virem erroneamente. Até porque se estivermos bem, atrairemos pessoas com a mesma sintonia, tornando-nos fortes às fraquezas verbais e aos pensamentos agressivos vindos de outras pessoas.

Logo, ser uma pessoa esclarecida é ter para si muitas coisas positivas. O que somos corresponde àquilo que recebemos. Por isso, além de receber devemos também agradecer. Pois o que se recebe tem a função de nos beneficiar, sendo tragédias ou milagres.

Obrigado!

Marcello

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ignoexistência

A realidade é uma novela sem fim, onde o bandido nunca é desvendado. Permanecemos na angústia da solução, de um desfecho justo. Mas o bem está fraco, incapaz de agir.

O mal toma conta e desconta sua raiva em nosso descaso, tornando o inadmissível em cotidiano, o inaceitável em naturalmente compreensível.

Fatos que comprovam a nossa ignoexistência.
Até quando?

Marcello

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A raiz do problema e seus coadjuvantes

Nada é por acaso. Tudo acontece havendo uma razão. Mas não pensemos que coisas ruins acontecem apenas por merecimento de uma má conduta. Muitas vezes essas coisas ruins vêm para somente nos dar um aviso.

E quando isto acontece chega o momento de mudar. Alterar o curso, pois se mantermos as coisas pensando ser algo justo, um merecimento por ter tido um comportamento inadequado, poderemos deixar passar a oportunidade de acordarmos.

É bastante complexo, mas vamos tentar entender.

O erro, ou coisa ruim, pode ser encarado de duas formas. Se for por merecimento a gente enfrentará a dificuldade com individualidade, tendo coadjuvantes colaborando com os fatos, mas a raiz do problema seremos nós. Este tipo de erro é muito mais simples de interpretarmos e corrigirmos. Pois se diz respeito a nós e a mais ninguém.

Já a outra forma é quando a coisa ruim for apenas um alerta. Neste caso outra pessoa será a raiz do problema. A gente formará os coadjuvantes da situação, podendo simplesmente optar pelo amadurecimento e afastamento da coisa ruim.

“Mas a presença de uma pessoa com problemas em nossa vida possui uma razão. Devemos realmente nos afastar?”

Entendemos o seguinte: as pessoas com problemas surgem justamente para nos deixar mais prontos, ou seja, de nada adianta uma pessoa aparecer sendo a raiz do problema se nós, como coadjuvantes, não absorvermos o que aquilo representa. Nosso papel é ter a coisa ruim como referência para nós mesmos, não querendo que ela mude, pois não é direito. Então, muitas vezes se afastar é conseqüência e não uma escolha. Caberá a pessoa com problemas aceitar mudar ou não, evitando assim o nosso afastamento.

E acreditemos: muitas pessoas se julgam saber, mas continuam convivendo com o mesmo erro, onde a raiz do problema é a outra pessoa que não optou por mudar. Assim, vivem numa hipnose sem esperança de acordar. O problema com seus coadjuvantes adormecidos.

Marcello

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Catador de conversa fora

Dia após dia nos deparamos com inúmeras situações, sejam ocasionais, intencionais, proveitosas ou fúteis. Cada uma se caracteriza por um tema, um tipo de assunto diferente. Conteúdos que só são possíveis entendê-los através da comunicação.

As palavras são ferramentas que possibilitam a compreensão e o aumento da percepção. “Óbvio!”

Infelizmente o que geralmente parece ser óbvio acaba não sendo colocado em prática. Muitos de nós ainda conversamos sem paciência, ocasionando a discussão. Ou pior ainda, cinicamente conversamos, mas pensando: “nossa, que pessoa vazia.”

Claro, talvez pensar seja melhor do que dizer para evitarmos maiores brigas. Mas ao pensar não estaremos sendo sinceros com quem nos ouve. “Então, o que fazer se os dois caminhos não parecem adequados?”

A solução talvez seja ainda mais difícil de entender e aplicá-la. Mas a besteira que ouvimos pode ser utilizada como um parâmetro para a nossa vida. Até porque o que é besteira para um, pode ser o segredo do universo para outros. E compreender isto nos ajuda a caracterizar as diferentes personalidades existentes, ou seja, colabora com a ampliação da nossa percepção.

Então, ao invés de jogarmos conversa fora, pensando não haver utilidade alguma, reciclemos o conteúdo e o armazenemos em nossas mentes. É um exercício para compreendermos cada vez mais os tipos diferentes de pessoas e aceitá-las, sem precisar concordar ou conviver diariamente, mas, sim, apenas respeitá-las, reconhecendo a sua existência.

Marcello

domingo, 9 de setembro de 2007

Ironia do tempo

Tudo passa enquanto crescemos
Muitos parecem esquecer daquilo que nos faz progredir
Torna-se apenas mais um alimento
Dentro da memória, que os fazem sentir a vitória
Ao dizer: “sobrevivi”

Marcello

Simetria reflexiva

Dedicamos grande tempo pensando estarmos prontos para desenvolvermos certa função. Mas esta certeza pode acabar prejudicando nossos principais sentidos, como a visão, a audição e a intuição, indicada por alguns como o sexto sentido.

Na prática, isto quer dizer que permanecemos rígidos às críticas. O que poderá a vir ser um erro trágico.

Aceitar uma contradição daquilo que viemos plantando é muito difícil, mas para o amadurecimento de cada um, é fator fundamental.

A gente planta. Acreditamos no que fazemos e como fazemos, até que alguém chega e diz estar errado o nosso método. “Quem ele pensa que é?”

Difícil afirmar, mas este alguém pode ser o detalhe que faltava para nos tornarmos melhores ainda naquilo que antes caracterizava o nosso reflexo. Um reflexo, muitas vezes, distorcido apenas aos olhos de quem nos vê. Portanto, aceitar é preciso.

Ao sermos flexíveis, estaremos praticando da melhor forma possível o que queremos e buscamos. Prontos para agir e prontos para melhorar a forma como agimos.

Só assim manteremos o nosso reflexo em perfeita simetria.

Marcello

domingo, 2 de setembro de 2007

Equilíbrio saudável: quase uma perfeição.

O desejo da perfeição entrega a fraqueza daqueles que buscam fugir dos problemas. Sendo que, aqueles que não a desejam, é porque já se encontram no equilíbrio saudável.

Mas o que é o “equilíbrio saudável”?

Podemos afirmar sem dúvidas que as dificuldades nos ensinam. A evolução de cada um está na compreensão da perda, da vitória, do amor, da raiva.

Seguindo esta definição, é possível entender o desejo da perfeição como algo não positivo. Isto porque, com a perfeição, estaríamos impossibilitados de evoluir. Se todos a possuíssem, não haveria mais dificuldades, o que seria bom. Mas não teríamos mais vida, uma vez interpretando-a como um processo de aprendizagem composta por diversos estágios, que nos proporcionem, conforme a evolução de cada um, o EQUILÍBRIO SAUDÁVEL.

Cada pessoa é proprietária de um certo nível que define o estágio em que se encontra. Sendo um nível baixo, médio, intermediário, não sendo superior, ela ainda não será merecedora deste equilíbrio que não é perfeito, mas oferece um ótimo bem-estar, talvez sendo o máximo da “perfeição”, em vida.

A intenção deste texto é refletir sobre a afirmativa: a perfeição ainda não nos pertence. Na verdade ela cabe a um outro mundo ainda desconhecido por quem vive, conseqüentemente, aprendendo com a busca pelo equilíbrio saudável, que nos levará à passagem para este outro mundo, logo, à perfeição.

Marcello

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Pobres ricos, ricos pobres.
Pobres pobres, ricos ricos.

Quem nunca ouviu falar no ditado: “o de cima sobe e o de baixo desce”?
Na linguagem material esta frase ataca a cultura social com muita razão. E, digo com razão, pois não há interpretação emocional.

Agora você pergunta: “como assim? Estamos demonstrando preocupação com os mais fracos. Isto é sensibilidade.”

Certo, terá razão mais uma vez. Mas para entendermos o objetivo desta reflexão, vamos desconstruir este ditado, fugindo da interpretação imposta a ele. Utilizaremos apenas a emoção, ou seja, poderá consultar a mesma sensibilidade que te fez ter razão anteriormente.

Quando se diz “o de cima”, falamos dos ricos, julgando apenas o material. Já o “de baixo”, jamais subirá ao ser conduzido por nossa razão. Isto porque as aparências nos mostram os que têm e os que possuem nada. Mas será mesmo?

Quando este texto fala em emocional, é no sentido de que devemos olhar a essência de cada pessoa. Dessa forma, mediremos a riqueza através da existência significativa. Ou seja, quanto mais caráter, mais rico será.

Assim, se o de cima subir significa que este representa ser um ótimo ser humano, mas se descer irá se juntar a estes que podem ser ricos em matéria, mas pobres em espírito, motivando o sofrimento alheio.

Esta interpretação nos permite afirmar que existem pobres ricos e ricos em dobro, ou pobres em dobro e ricos pobres. É uma questão de ação, reação. Nossas atitudes nos julgam. Cabe a nós escolhermos se iremos subir ou descer, sendo pobre ou rico.

A matéria e os acontecimentos sempre serão reflexos do nosso merecimento. Então, se “o de cima sobe”, o de baixo também poderá subir. E aqueles que se julgam estar em cima com razão, cuidado para não despencarem. E você que lê este texto, está onde?

Marcello

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Terceira visão em foco

Tudo começa através de um roteiro pré-definido. Absorvemos o que nos é passado, interagindo com o nosso meio. Inicialmente parece darmos ouvidos apenas à voz do inconsciente, transformando-nos na criança que fala sozinha ao brincar com o que vem do pensamento.

Mas isto tudo é passageiro. Logo crescemos e o consciente surge como uma pancada, colocando-nos diante de uma overdose de informações. Neste instante apenas a sensibilidade poderia nos levar de volta ao inconsciente. Para aqueles que não alcançaram tal percepção, durante esta etapa parecem se perder na aparência do mundo externo. Mas tenhamos calma!

As escolhas sempre vêm para nos oferecer diversas chances de mergulharmos novamente em nós mesmos. Seja ainda na adolescência, na fase adulta ou na terceira idade. O importante disto tudo – e por que não considerar um dos objetivos da vida – seria obtermos uma terceira visão do que chamamos realidade.

Esta visão consistiria no equilíbrio entre o mundo externo e o nosso inconsciente, ou seja, seria a soma do que somos com o que temos. Isto nos daria uma percepção de vida ainda mais rica, algo único. Mas para chegarmos a este estágio precisaríamos, antes de tudo, ter muito amor em nós. Somente com o amor poderíamos alcançar tal percepção. Este sentimento é a chave para ampliarmos cada vez mais o poder que todos possuem: a observação racional sensitiva. A terceira visão de mundo.


PS: O tema deste texto me ocorreu graças a uma conversa muito rica que tive com meu amigo Sammy Klein Ross.

Marcello

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Culpa crucificada por Km³

Como um coma profundo, o mundo questionava os primeiros pensamentos inspirados e suspirados por grandes filósofos surgidos ainda antes de Cristo. Cada época vivenciou a chegada de novos paradigmas. Alertas que já culpavam a falsidade da utópica ideologia social. Um divisor de águas, onde o maior volume infelizmente não havia entendido nada.

Certo, sabemos que nunca é tarde. Assim, recebemos um presente dos Céus. Mais um divisor de águas. Foram palavras que ainda hoje possuem peso. Um peso tão grande que a ignorância da época justamente nos fez carregar a culpa da cruz, onde um dia julgamos mal o Bem.

Tudo isso é resultado de um egoísmo doloso, que manteve nossos olhos fechados por milênios. E tudo para evitarmos a ilusão dolorosa daquilo que julgamos ser a verdade. A esperança agora está na espera de um novo divisor de águas, que liberte pacificamente a nossa culpa crucificada por Km³.

Marcello